Editorial - Boletim 18

É interessante como nesses tempos, tidos como conturbados e difíceis, existam pessoas que tenham a capacidade de ajudar outras pessoas. Esse é um acontecimento onde, democraticamente, encontramos pessoas de diferentes níveis sociais capazes de fazer algo por alguém. Fantasticamente, encontramos pessoas de poucas posses (nenhuma?) beneficiando outras pessoas. Ainda outro dia pode ser visto na televisão uma pessoa que teve que esperar dispor de passe livre nos ônibus para, então, se deslocar até onde prestaria seus serviços voluntários.

Enquanto demissões se dão num segmento do mercado, em outro, que promove melhores condições de vida para parte de nossa sociedade, abrem-se vagas para trabalho remunerado que acontece ao lado de voluntariado. Ajudar pessoas, propiciar qualidade de vida, abriu um mercado contrapondo-se à lógica da eficiência que reduz postos de trabalho, diminui opções de escolha, nivelando a produção pela redução da qualidade dos produtos. Hoje, por exemplo, come-se muito uma pasta sabor, cor e textura de isopor como se fosse creme chantili feito de leite de verdade (não de algo homônimo tido como restaurado, reconstituído, mas, efetivamente, estragado, pelo menos em sabor e teor alimentício). Ainda por cima chamado de ‘qualquer coisa-bom’. Há quem acredite e, ainda por cima, defenda o seu (des)sabor. Ahrg! Gosto não se discute, mas, certamente, para sabores que a gente gosta criarem-se substitutos sabor que rimam, mas a gente não gosta, é uma nova rima ou sinonímia...

Voltando ao que interessa, o que nós (você e nós aqui do vidaleve) estamos fazendo por uma vida leve? Em que medidas estamos favorecendo a coletividade? Casualmente (?) fazemos parte da coletividade...

Vamos apenas pensar ou entrar em atividade?

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