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| Perguntas, Respostas e Comentários |
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P. Muito obrigado (..). Bem, estive pensando melhor, (...) queria fazer psicologia, mas também pensei em fazer Turismo e Hotelaria. Por que? Porque é uma profissão que me "garantiria" uma boa renda R$. E andei pesquisando na net sobre esse curso e achei bastante interessante. Eu queria mesmo era passar p/UFF, só que a inscrição é R$ 70,00 e ñ sei se terei o dinheiro p/pagar. Lá seria interessante pq tem a graduação em Turismo e minha tia mora lá, então daria p/mim morar c/ela.
Agora preciso de uma ajudinha psicológica: Eu estou namorando há 7 meses. E nós nos damos muito bem, minha família tb gosta muito dele. Só que ele tem mania de tudo que acontece com ele, ele me conta. Aí às vezes alguma menina fala alguma gracinha ou então fica "sufocando" ele p/ ele dar mole p/ elas e até mesmo ligam p/ casa dele falando mal de mim. E tudo isso ele me conta.
Como eu devo reagir? Devo ficar quieta, fingir que está tudo bem, dar uma bronca nele, ou simplesmente deixar p/ lá? É q eu fico guardando as coisas e depois me sinto mal, mas tb me preocupo em ficar exagerando no ciúme e fico com medo que ele ñ goste!
Se tiver alguma resposta, por favor me envie! |
R. Primeiro, conseguiu as 70 pratas? Bem, mesmo que você não consiga a UFF, em qualquer caso em que você consiga passar para uma faculdade no Rio ainda dá para usar a casa da tia. Se Niterói, é claro, seria sopa no mel. Ainda sobre Faculdade, acho que você fez uma boa avaliação. Coloque firmeza no seu propósito e vá fundo, pois você, com essa clareza, já tem meio caminho andado, agora é só fazer a outra metade! (Como vai a preparação para o vestibular?)
Quanto ao namorado, você já teve alguma conversa com ele falando do seu mal-estar com o blá-blá-blá dele? Se conversou, o que ele falou, o que você ou ele mudaram após o papo? Por outro lado, como é que você se sente em relação ao gostar de si (de você mesma) e o gostar dele?
Quando a gente aprende a gostar da gente, as outras pessoas passam a ser ótimas, porque completam a gente, mas deixam de ser mais importantes do que nós. Quem aprende a gostar de si, deixa de falar frases como: "sem ele (ela) eu não consigo viver." Quem gosta muito de si, muda em relação ao que nos diz a outra pessoa e percebe mais claramente o que está por trás do discurso dessa outra pessoa. Ela está nos contando uma preocupação ou angústia que tem ou está nos contando alguma coisa para um daqueles jogos de sedução ou de dar-se a si um valor maior e, por tabela, a nós um valor menor?
Faltam-me elementos para dizer algo mais a você. Que tal, para começar, você me falar a respeito dessas lebres todas que levantei? |
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P. Eu queria fazer psicologia, mas ainda tenho minhas dúvidas, será que é uma boa? |
R. Se você ainda tem dúvidas é possível que não seja uma boa. O ideal, no meu entender (há quem discorde), é que você tenha um desejo muito grande em relação à sua escolha profissional. Esse desejo
faz uma grande diferença (para quem o segue). Dúvidas só valem quando a
gente tem dois desejos muito grandes e aí o melhor é atender aos dois
desejos. Às vezes não dá e, então, a gente parte para avaliações/decisões secundárias.
No artigo sobre Aprendizagem Acelerada há alguns links interessantes, inclusive com relação às escolhas.
Para análises secundárias temos a questão mercado de trabalho (quando o
desejo é muito grande essa é uma coisa para a qual a gente não dá grandes atenções. Se o desejo for, realmente, muito grande, a gente consegue contornar as dificuldades, a não ser aquela do tipo só existem duas vagas para aquele tipo de profissional no Brasil inteiro e é necessário que eles tenham mais de dez anos de prática!?)
Bem, atualmente, para os psicólogos, o mercado de trabalho não está lá grandes coisas e a falta de grana universal está dificultando um trabalho que já foi rentável, o da clínica particular. Você só tem essa opção? Quer muito? Que universidade você escolheu para fazer seu curso? O que seria para você "uma boa"? Mande-me informações a respeito para que eu possa lhe dar uma resposta melhor. |
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P. Como posso perder medo de altura? Gostaria de vencer esse obstáculo. Isso é uma doença? |
R. Podemos dizer que esse seu medo é um distúrbio e que pode ser sanado.
O psicólogo é o profissional indicado para tal, em especial se ele utiliza técnicas comportamentais. Basicamente ele vai levá-lo a aproximar-se desse elemento gradativamente, dando-lhe a proteção adequada a essa aproximação.
É necessária, também, a pesquisa da causa desse medo e que se atue sobre ela . Detectar a causa e removê-la evita reações do tipo vencer o medo de altura e passar a ter medo de barata. A hipnose é um forte aliado das técnicas comportamentais.
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C. Gostei do artigo sobre o medo... eu sei o quanto é difícil enfrenta-los... e deixar de tê-los também... me esforço muito... mas é complicado... pois as vezes é mais forte que a gente. |
C. Você conseguirá quando você quiser, sem muita força. Entenda QUERER como aquela capacidade que todos nós temos de agir para superar as dificuldades. Em muitas pessoas elas ficam adormecidas, por vezes pelo hábito de DESEJAR. Entenda desejar como uma característica, também comum a todos nós, seres humanos, de esperar que alguma coisa se realize sem que nos coloquemos em ação para tal (a gente costuma a aprender a desejar a partir de brincadeiras tidas como inocentes como é o caso do Natal. A gente deseja e o Papai Noel traz. Maldosamente, sem se aperceberem disso, alguns pais ainda nos dizem para sermos bonzinhos para termos o nosso encanto realizado).
Você conseguiria esculpir peças belíssimas se tivesse mãos defeituosas que não lhe permitissem segurar os instrumentos? Pois o brasileiríssimo Aleijadinho deixou para nós sua bela obra em Congonhas do Campo/MG apesar de sua dificuldade. Com uma pequena ajuda de quem lhe amarrava os instrumentos às mãos, ele conseguiu fazer o que QUERIA: deixar registrada para a imortalidade a sua arte (e como dizem alguns estudiosos, a sua mensagem). Ele, efetivamente, não conseguiu corrigir o defeito de suas mãos, mão isso não o impediu de realizar.
Falo brasileiríssimo porque esta é uma característica nossa (nós brasileiros): a da menos valia. Também nos inculcaram isso desde cedo (como Nação) e, muitos de nós, acreditamos ser verdade que valemos menos que outros povos. Como compensação, boba, nos sentimos orgulhosos de termos o maior estádio de futebol do mundo.
Podemos citar também outros brasileiros, não tão famosos como o Aleijadinho, e que pintam sem as mãos usando os pés ou a boca. Pensei em anexar uma cópia de uma dessas pinturas. Continuo pensando, mas sem anexar, pois não consegui encontrar o arquivo. Há um certo tempo em que meu computador me deu alguns problemas (já corrigidos) e não restaurei, ainda, todos os backups. Assim que o tempo der e eu achar mando.
Anexo, ainda, esta declaração de um paciente, realizada durante sessão de alta:
Dizer tudo o que aconteceu durante essas sessões é um prazer. Foi tudo muito rápido, mas gratificante, pois nunca havia parado para pensar em mim como nestes dias. Acho que nunca tinha me olhado como uma pessoa importante, capaz e de várias qualidades que eu mesma não havia descoberto. Foi preciso um empurrão, talvez porque uma porta estava fechada e foi aberta. E, então, descobri que existem pessoas que posso ajudar (se quiser) e outras que podem se ajudar, sem que eu me prejudique ou abdique do que quero para ajudá-las (o que não seria uma ajuda, e sim uma exploração da minha pessoa). Agora eu gostaria de obter resposta a uma pergunta. Por que, em tão pouco tempo, sinto-me diferente, já que levei tantos anos para que esta "porta" fosse aberta?
Querer é a chave que abre as portas. Use-a. Algumas vezes uma pequena ajuda para encontrar a chave ou saber como utilizá-la se torna necessária. Faça uso dela também. |
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