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Boletim nº 34 – vol. II
Ano 8 – Quadrimestre 2
maio-agosto / 2010
Destaques desta edição:
Transtorno do Pânico (1/2) Vida Maravilhosa... PNL(1/2) Diabético e Família em Festa!

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Editorial - nº 34
Transtorno do Pânico (1/2)
Vida Maravilhosa...
PNL(1/2)
Diabético e Família em Festa!
Sexo aos Sexenta!
Seu Médico Sabe? (9)
Seu Médico Sabe? (10)
Perfumes! (1)
Perfumes (2)
Aventura Leve (1)
Vidaleve:Implementações
Idosos no Ritmo da Saúde
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Perguntas/Coment*NOVO!
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Perguntas, Respostas e Comentários
Selecione o assunto, clique e role a tela. Tema com novidade no quadrimestre é *novo! Novos, em ordem alfabética, vêm à frente dos antigos (ordem alfabética).

* Fale com a Nutricionista * novo!   Alimentação Natural   Alimentação Vegetariana
Anorexia   Auto-ajuda   Beleza
Bulimia   Distúrbios Alimentares   Emagrecimento
Medo   Nutrição   Obesidade
Oito tibetano   Psicologia   Psicoterapia
Qualidade de vida   Relacionamento   Saúde
Shiatsu/Shiatsuterapia   Terapia de casais   Vestibular
Vida saudável        

P. O que é anorexia e bulimia? O que podemos fazer para conviver com essas doenças?
R. Anorexio e bulimia são distúrbios alimentares que se contrapõem à obesidade, pois em ambas está presente o medo de engordar. No anorexia temos um comportamento de evitação. O anoréxico evita alimentar-se e quando o faz busca alimentos que tenham "baixa capacidade engordativa". Na bulimia temos episódios de alimentação compulsiva seguida de arrependimento por este procedimento e ações no sentido de compensar o seu excesso. (A forma de compensação divide os bulímicos, e anoréxicos, em tipos purgativo, que faz uso de vômitos provocados, laxantes, enemas, e não purgativo). É interessante que a condição de magreza é marca registrada nos anoréxicos enquanto que entre os bulímicos, além dos magros, encontramos pessoas numa faixa de peso ideal e até acima dessa faixa. É comum os anoréxicos considerarem seu comportamento como positivo. (fruto de uma visão distorcida de sua imagem, enxergam gordura onde há magreza). Segundo estatísticas, o resultado para 10 a 20% dos anoréxicos é a morte como conseqüência do distúrbio (inanição, suicídio ou desequilíbrio eletrolítico são as ocorrências mais comuns). É pouco conhecida a natureza desses dois distúrbios. Supõe-se ser multifatorial, envolvendo condições genéticos, biológicos e psicossociais. As estatísticas revelam que nos grandes centros, onde a imagem do corpo magro é cultuada e a constante disputa gera baixa auto-estima, a propagação é acentuada, ocorrendo numa proporção 9 a 10 indivíduos dos sexo feminino para cada 1 do sexo masculino que adquire o distúrbio. É importante que os pais prestem mais atenção a seus filhos. O maior índice de instalação de distúrbios alimentares (e outros) está na adolescência. É fundamental observar indícios de comportamentos inadequados. Para que os pais não acabem transformando seus filhos em obesos por medo de uma anorexia, é importante uma observação técnica, ou seja, por profissional de nutrição. Magreza pode ser fruto do biotipo do indivíduo e, portanto, saudável. Magreza poderá estar sendo causada por hábitos alimentares errados impostos pelos pais e não por intenção dos filhos. Os pais conscientes e presentes desconfiarão de uma magreza (ou não) seguida de comportamentos estranhos como ir ao banheiro imediatamente após comer (a não ser para a higiene bucal, um hábito saudável que deve ser estimulado), guardar comida no armário de roupas (deixar o prato largado no chão do quarto poderá ser apenas relaxamento, ainda que não seja um hábito adequado). Bom senso, presença estimulante, amor, conhecimento são benéficos a saúde e à vida dos filhos. Os distúrbios são de difícil tratamento, principalmente na anorexia onde o indivíduo nega a existência de um distúrbio. O bulímico costuma mais envergonhar-se do que propriamente negá-lo, mas ele esconde sua existência. A internação, mesmo quando não há risco de vida (por muitas vezes há), pode ser necessária em alguns eventos. Por sua natureza multifatorial torna-se necessário o atendimento multiprofissional, são necessários o médico, o nutricionista e o psicólogo. Ainda assim, sem o auxílio do paciente, como diz o ditado, não há doutor que dê jeito!
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