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Boletim nº 34 – vol. II
Ano 8 – Quadrimestre 2
maio-agosto / 2010
Destaques desta edição:
Transtorno do Pânico (1/2) Vida Maravilhosa... PNL(1/2) Diabético e Família em Festa!

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Editorial - nº 34
Transtorno do Pânico (1/2)
Vida Maravilhosa...
PNL(1/2)
Diabético e Família em Festa!
Sexo aos Sexenta!
Seu Médico Sabe? (9)
Seu Médico Sabe? (10)
Perfumes! (1)
Perfumes (2)
Aventura Leve (1)
Vidaleve:Implementações
Idosos no Ritmo da Saúde
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Perguntas, Respostas e Comentários
Selecione o assunto, clique e role a tela. Tema com novidade no quadrimestre é *novo! Novos, em ordem alfabética, vêm à frente dos antigos (ordem alfabética).

* Fale com a Nutricionista * novo!   Alimentação Natural   Alimentação Vegetariana
Anorexia   Auto-ajuda   Beleza
Bulimia   Distúrbios Alimentares   Emagrecimento
Medo   Nutrição   Obesidade
Oito tibetano   Psicologia   Psicoterapia
Qualidade de vida   Relacionamento   Saúde
Shiatsu/Shiatsuterapia   Terapia de casais   Vestibular
Vida saudável        

P. "Tive anemia em criança e, às vezes, tenho hipoglicemia. Adulta, fui vegetariana por 3 anos e me sentia muito bem. Voltei a comer carne e a anemia voltou. Um médico me disse que pessoas que têm meu tipo sanguíneo (O-) têm que comer carne. Isso é verdade?".
R. Não sou nem um pouco a favor da ‘Dieta do Tipo Sanguíneo’. Creio que para emagrecer ela funciona, até porque o que é permitido é bastante limitado. Resultado: a pessoa acaba comendo menos. Ou porque o seu tipo sanguíneo não permite determinados alimentos que são a preferência do paciente ou porque o alimento permitido é raro (no Brasil) sendo difícil de ser encontrado e muitas vezes não faz parte de seu hábito alimentar... A ANEMIA PRECISA TER SUA CAUSA INVESTIGADA, pois ela pode existir por motivos distintos, entre eles: 1) falta de ingestão de alimentos ricos em ferro; 2) por falta de um fator intrínseco que favoreça absorção desse ferro ingerido; 3) pelo simples fato da pessoa ingerir alimentos ricos em ferro junto com substâncias que ‘roubam’ esse ferro (fibras em excesso, fitatos presentes na maioria dos chás, refrigerantes, café); 4) ausência de elementos que ajudam a absorção como a vitamina C, o ácido fólico. No caso das hemorragias, menstruação intensa em algumas mulheres, o hematócrito fica abaixo do valor adequado etc. O hematócrito baixo ocorre quando há perda DO VOLUME DE SANGUE (hemorragias, cirurgias, acidentes etc). Neste caso a solução é a transfusão de sangue. Chamo a atenção para a necessidade de uma investigação das causas de sua anemia, pois um simples relato como o seu não é suficiente para uma opinião adequada. O que você comia quando criança, o que passou a comer como adulta, antes, durante e depois de sua temporadas vegetariana? A causa infantil pode não ter a menor relação com a causa adulta. Conduta para tratar a anemia:
Ingerir alimentos ricos em ferro (folhas verdes escuras que já contêm vitamina C, como a couve, a da beterraba etc), inhame, gema do ovo, o lêvedo de cerveja (que por ser rico em vitaminas do complexo B aumenta a absorção do ferro), melado ou açúcar mascavo. Quando usar a couve ou as folhas da beterraba prefira-as cruas, pois a maior parte da vitamina C se vai embora na água de seu cozimento.
Um suplemento do tipo "IBERIM FÓLICO", 01 cápsula 1 x dia.
Se a pessoa deseja comer carne, as vermelhas são as mais ricas em ferro, incluindo as vísceras. Nelas a vitamina C está ausente, logo ela terá que ser suplementada. Suco rico em ferro:
Coloque numa centrífuga: folhas verde escuras (de beterraba, couve mineira, do brócolis etc, ficando a seu critério e gosto usar um só tipo de folha ou misturá-las), laranja a gosto. Após extrair o suco, acrescente 01 colher de chá de lêvedo de cerveja em pó e açúcar mascavo (que possui ferro e vitamina C) a gosto ou melado (suas doses de ferro e vit C são superiores às do mascavo). O açúcar refinado além de não conter esses dois componentes vai lhe ‘roubar’ nutrientes em sua metabolização. Beber diariamente um copo. Repetir o HEMOGRAMA 45 DIAS APÓS O INÍCIO DO USO DESTE SUCO.
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P. É verdade que para as pessoas mais velhas o cálculo do IMC deve levar em consideração a idade?
R. A classificação do estado nutricional é diferente nas várias faixas etárias da vida. Ela vai do nascimento até os 9 anos, de 10 até 19 anos quando termina a adolescência, dos 20 até 59 anos e em cada faixa etária dessas os valores tem significados e interpretações diferentes. Do nascimento até os 9 anos, avalia-se o peso na própria caderneta da criança onde seu estado nutricional pode ser adequado, obeso, baixo peso e muito baixo peso. A partir dos 10 anos até os 19, o IMC é calculado usando a fórmula IMC = peso / altura ao quadrado e, a partir desse resultado, o valor encontrado é jogado dentro de uma tabela de "PERCENTIL" e, a partir dessa tabela, classifica-se o estado nutricional em baixo peso, sobrepeso, obeso. Dos 20 aos 59 anos e 11 meses e 29 dias, o IMC é de adulto e classifica-se pela fórmula habitual em desnutrido, peso adequado, sobrepeso e obesidade, sendo que essa obesidade pode ser em cinco graus: grau I, II, III, IV e mórbida. E, a partir de 60 anos (anciã/ancião), o cálculo é feito usando a mesma fórmula do adulto, mas a classificação é diferente. Por exemplo, um adulto que esteja com IMC de 26 está no sobrepeso, já o idoso está adequado com IMC até 27. Porque, devido a perda de massa magra que acontece no idoso, sua classificação é diferente. Saiba mais sobre o IMC ou calcule o seu aqui.
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P. Por que eu como pouco e engordo?
R. O que você considera pouco? Uma maçã, um bombom, uma empadinha? Em volume e peso a maçã ganha. Em termos de "teor engordativo" os outros dois ganham disparados. É muito comum a pessoas sem conhecimentos de nutrição cometer um engano do "pequeno não engorda". Pessoas com excesso de peso costumam ter mais da gordura branca do que da marrom. Para se alterar essa condição é necessário estimular o acréscimo de gordura marrom. É possível que seu metabolismo, e isso é uma característica sua, queime pouco suas reservas. Isso só mudará quando você mudar seu estilo de vida. São necessárias ações para melhorar seu metabolismo. Resumidamente, existem vários fatores que podem levar uma pessoa a engordar. A resposta correta para cada caso depende de uma avaliação que poderá, eventualmente, envolver vários profissionais. Começando pelo endocrinologista, passando pelo nutricionista e chegando ao psicólogo. É reduzido o número de pessoas, percentualmente falando, que aumentam de peso por questões glandulares, mas, mesmo assim, é o endocrinologista que deve ser procurado em primeiro lugar. Detectado o porquê vem a segunda fase. AGIR para reduzir o peso. Aí. além dos profissionais, uma outra pessoa entra em campo: você. Não dá para deixar o seu corpo com esses profissionais e voltar depois para pegá-lo mais magro. Se você achar que aí a coisa pega, talvez o psicólogo possa ajudar você, mas algumas perguntas precisam ser respondidas. O que você ganha (ou perde) reduzindo seu peso? O que você faria se você se descobrisse com diabetes (ao se ganhar peso é comum ficar-se diabético)? Continuaria a comer açúcar refinado ou iria suprimi-lo? Se adquirisse hipertensão (comum nos obesos) manteria seu consumo de sal de cozinha refinado ou iria reduzi-lo? O que tem feito o ser humano se distribuir por toda a superfície da Terra, apesar de sua fragilidade em relação aos outros animais, é sua capacidade adaptativa, ou seja, encontrando uma dificuldade ele busca (e aplica) soluções para minimizá-las e sobreviver. Mudar o estilo de vida é uma das soluções, o que significa mudar vários comportamentos e hábitos.
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